Organizadores: Colson Whitehead
Editora: HarperCollins Brasil
Páginas: 302
Ano de publicação: 2023
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O pior da praga passou e poucos zumbis ainda povoam o país. Agora, as forças armadas estão encarregadas de retomar a parte sul da ilha de Manhattan, área conhecida como Setor Um. E Mark Spitz é membro de uma das unidades de varredores responsáveis por se livrar dos últimos zumbis que ainda habitam as ruas desertas dessa Nova York distópica. No entanto, os resquícios de vidas passadas que encontra pelo caminho o fará questionar as próprias ações e a esperança pelo retorno à normalidade em um mundo devastado.Intenso e arrepiante, Setor Um é um romance literário best-seller do New York Times do autor de The Underground Railroad: Os caminhos para a liberdade e O reformatório Nickel, Colson Whitehead.
Fala galera do Porão Literário, tudo certo? Hoje minha resenha é do livro Setor Um lançado pela editora HarperCollins Brasil. O livro é de autoria de Colson Whitehead e a resenha foi escrita por Leonardo Santos.
A praga zumbi já passou, deixando poucos mortos-vivos no Setor Um de Manhattan. Mark Spitz, membro das forças armadas, integra uma unidade de varredura encarregada de eliminar os últimos zumbis. Enquanto patrulha as ruas vazias, encontra vestígios de vidas passadas: uma sala de aula abandonada, desenhos infantis, fotografias desbotadas.
Esses encontros o fazem questionar suas missões. Em meio aos destroços, Mark decide abandonar a varredura e se tornar um guardião das histórias esquecidas. Ele coleta objetos pessoais e documentos, preservando o passado em um mundo devastado. Mark escolhe ser o curador solitário de uma Nova York distópica, onde os resquícios do que já foi ainda ecoam em cada canto abandonado.
Autor de livros como "The Underground Railroad", "O reformatório Nickel" e "Trapaça no Harlem", eu fiquei bem curioso para ler "Setor Um" pois ele parecia ser o livro mais diferente de Colson até então. Talvez eu não ter ido com a expectativa de que esse livro seria um trillher espécie "The Walking Dead" me fez ter uma boa experiência com a leitura de Setor Um.
Isso porque o protagonista desse livro é quase que um bardo, tecendo histórias sobre suas experiências para as outras pessoas. Assim, muito do livro se dá na base do diálogo! Isso não foi um impeditivo, mas em "Setor um" os infectados não ganham muito destaque já que o foco narrativo está em outro lugar.
Mesmo assim a história resguarda alguns elementos distópicos bem potentes e violentos, não foi minha história preferida de Whitehead até o momento, mas conseguiu me entreter o suficiente nessas férias.